Verão chegando: como prevenir a hipertermia em cães e gatos

Aprenda a identificar e prevenir a hipertermia em cães e gatos no verão. Veja sinais de alerta, cuidados essenciais e quando buscar atendimento veterinário.

Dra. Giovanna

12/3/20252 min read

A thermometer in the sand with a blue sky in the background
A thermometer in the sand with a blue sky in the background

Verão chegando: como evitar a hipertermia em cães e gatos

O verão em Ribeirão Preto traz temperaturas elevadas que podem colocar cães e gatos em risco. A hipertermia — também conhecida como golpe de calor — ocorre quando o corpo do paciente supera a capacidade natural de dissipar calor, levando a alterações graves no coração, na respiração, na pressão arterial e no sistema nervoso. Sem intervenção rápida, pode evoluir para óbito.

Neste guia, a Arthemia Clínica Veterinária reúne orientações essenciais para proteger seu pet durante os dias mais quentes.

O que é a hipertermia e por que ela acontece?

Cães e gatos têm mecanismos limitados de perda de calor. Eles não transpiram como humanos e dependem principalmente da respiração (ofegação), da vasodilatação periférica e de comportamentos naturais, como buscar sombra.
Quando a temperatura ambiental é muito alta — especialmente aliada à umidade e ao esforço físico — o organismo não consegue compensar, resultando na elevação perigosa da temperatura interna.

Quais pets têm maior risco?

Alguns pacientes têm predisposição maior ao golpe de calor:

  • Braquicefálicos (Bulldog, Pug, Shih-tzu, Persa).

  • Obesos.

  • Idosos.

  • Cardiopatas ou respiratórios crônicos.

  • Pets com pelagem muito densa.

  • Animais que ficam em locais fechados ou com pouca ventilação.

Sinais de alerta que exigem atenção imediata

A hipertermia pode se instalar de forma rápida. Procure atendimento veterinário o quanto antes se o paciente apresentar:

  • Ofegação intensa e persistente.

  • Língua muito vermelha ou arroxeada.

  • Salivação excessiva.

  • Fraqueza, desorientação ou dificuldade para caminhar.

  • Temperatura corporal elevada.

  • Colapso.

Qualquer desses sinais já pode ser considerado emergência — o tempo é determinante para o prognóstico.

Como prevenir a hipertermia no dia a dia

Algumas medidas simples reduzem drasticamente o risco:

1. Evite passeios em horários quentes

Prefira o início da manhã ou o final da tarde. O asfalto pode causar queimaduras severas nas patas.

2. Garanta água fresca sempre disponível

Troque várias vezes ao dia e mantenha potes em mais de um ambiente.

3. Ambientes arejados e protegidos

Use ventiladores, ar-condicionado ou mantenha janelas abertas (com telas seguras). Nunca deixe o pet em áreas fechadas sem ventilação.

4. Deixe locais de sombra acessíveis

Principalmente para cães que ficam parte do dia no quintal.

5. Cuidado com exercícios intensos

Evite corridas, brincadeiras extenuantes e longas caminhadas durante o calor.

6. Nunca deixe o pet dentro do carro

Mesmo por poucos minutos — a temperatura interna pode ultrapassar 50 °C rapidamente.

Primeiros socorros corretos (sem mitos)

Caso suspeite de hipertermia:

  • Remova o paciente imediatamente do ambiente quente.

  • Umedeça suavemente o corpo com água em temperatura ambiente.

  • Direcione ventilador para acelerar a dissipação de calor.

  • Procure atendimento veterinário imediatamente, mesmo que o pet aparente melhora.

Evite gelo, água muito fria ou banhos bruscos — essas medidas causam vasoconstrição e dificultam o resfriamento adequado.

Quando procurar um veterinário?

Sempre que houver sinais iniciais de estresse térmico, redução do apetite, ofegação fora do normal ou mudança na rotina durante dias muito quentes.