Como proteger seu pet do medo dos fogos no final do ano
Aprenda como reduzir o estresse e o medo dos fogos em cães e gatos no final do ano. Veja sinais de pânico, cuidados preventivos e quando buscar ajuda veterinária.
12/3/20252 min read
Como proteger seu pet do estresse e do medo dos fogos no final do ano
O final do ano marca uma época de celebrações, encontros e festividades. Porém, para muitos cães e gatos, esse período é sinônimo de medo, ansiedade e episódios severos de pânico por causa dos fogos de artifício.
Mesmo pets comportados e tranquilos podem apresentar reações intensas diante dos estrondos repentinos e do barulho contínuo.
Neste guia, a Arthemia Clínica Veterinária explica por que isso acontece, quais são os principais sinais de estresse e como preparar seu pet para enfrentar esse período com mais segurança e conforto.
Por que os fogos causam tanto medo?
Cães e gatos possuem audição muito mais sensível do que a humana. Sons altos, imprevisíveis e repetidos ativam o sistema de alerta do animal, que interpreta o barulho como uma ameaça real.
Além disso, o estresse causa liberação de adrenalina e cortisol, resultando em reações que variam de inquietação a crises intensas de pânico.
Em alguns casos, o tutor só percebe o medo quando o pet já está em desespero.
Sinais de estresse e pânico durante fogos
A atenção aos sinais é fundamental:
Tremores
Tentativa de se esconder ou fuga
Respiração acelerada ou ofegação intensa
Salivação excessiva
Vocalização (miados, latidos, choros)
Desorientação
Vômitos ou diarreia por estresse
Agressividade por medo
Pets que já têm ansiedade, cardiopatias ou idade avançada costumam sofrer ainda mais.
Como preparar seu pet antes das comemorações
1. Crie um “ambiente seguro”
Escolha um cômodo mais silencioso da casa e prepare com cama, mantas, água e brinquedos familiares. Feche portas e janelas e use cortinas para reduzir estímulos visuais.
2. Mantenha as janelas fechadas e teladas
A tentativa de fuga é uma das maiores causas de acidentes no final do ano. As telas são fundamentais.
3. Use sons calmantes
Sons calmantes específicos para cães e gatos — disponíveis no YouTube — ajudam a mascarar os estrondos e reduzir a ansiedade.
4. Feromônios e enriquecimento ambiental
Difusores e sprays específicos para cães e gatos auxiliam na redução da ansiedade.
5. Evite punição
Brigar, forçar contato ou tentar “acostumar no grito” aumenta o medo.
Quando considerar medicação?
Animais com histórico de pânico ou fobia de ruído podem se beneficiar de suporte medicamentoso, desde que prescrito por médico veterinário.
A automedicação é extremamente perigosa e pode causar intoxicação, sedação inadequada e complicações cardíacas.
A avaliação prévia permite definir dose, horário e tipo de medicamento correto para cada caso.
Durante os fogos: o que fazer?
Mantenha portas, janelas e portões trancados
Deixe o pet no ambiente seguro previamente preparado
Mantenha a luz acesa
Fale em tom calmo, sem reforçar o medo
Evite deixá-lo sozinho
Caso esteja muito assustado, permita que busque proximidade
Animais que merecem atenção redobrada
Idosos
Pets com cardiopatias
Pacientes com epilepsia (o estresse pode desencadear crises)
Cães e gatos com histórico de fuga
Filhotes em fase de socialização
Pacientes com ansiedade generalizada
Esses grupos devem ser avaliados com antecedência para um planejamento seguro.
Quando procurar atendimento veterinário?
Se o pet apresentar tremores persistentes, falta de ar, desorientação, colapso, vômitos contínuos ou comportamento compulsivo, o atendimento deve ser imediato.
